Já está na ilha do Pico a Nova Autogrua, que servirá os Portos da Ilha. Trata-se de um equipamento de movimentação vertical de carga, tipo auto grua todo-o-terreno de estaleiro, com duas cabines, dotado de capacidade de elevação máxima de 60,0 toneladas e mínima de 15,0 toneladas em conformidade com a norma europeia EN13000, a um afastamento do centro da grua de 10,0 metros e a uma altura mínima do gato ao pavimento de 15,0 metros, alimentada por um grupo de potência motor diesel e lança telescópica.
A grua que entrará ao serviço da operação portuária depois de formados os respetivos operadores, servirá de apoio à carga e descarga das embarcações de tráfego local – atividade de relevante importância no sistema regional de transporte de mercadorias – bem como para garantir mais meios de alagem de embarcações de recreio e da atividade marítimo-turística, outra das atividades que tem registado um incremento significativo em todas as Ilhas dos Açores, estando ainda disponível para efetuar outros serviços para os quais seja solicitado.
A aquisição desta Autogrua insere-se num grande investimento em equipamentos, efetuado em todos os Portos da Região, na persecução de uma estratégia de reforço e renovação dos equipamentos portuários em todas as ilhas dos Açores.
NB
Portos dos Açores SA
O Porto da Praia da Vitória verá, dentro de dias, a sua capacidade de operação reforçada com a entrada em funcionamento da nova grua, atualmente em fase de testes.
Para a Secretária Regional dos Transportes e Obras Públicas, o investimento do Governo dos Açores, através da empresa Portos dos Açores, nesta nova grua é “um investimento muito significativo, em termos financeiros e em termos operacionais”.
Ana Cunha, que falava durante uma visita ao Porto da Praia da Vitória, adiantou que “a grua ainda está em testes”.
“Espera-se que comece a operar o mais rapidamente possível, mas está ainda na sua fase normal de testes”, acrescentou.
Este é “um equipamento que corresponde a um investimento superior a 2,8 milhões de euros, que vai trazer uma nova capacidade para a operação no Porto da Praia da Vitória, tornando-o mais competitivo e, sobretudo, oferecendo aos agentes económicos, comerciantes e industriais outra capacidade que não tinha, ou seja, é mais um investimento que potencia o Porto da Praia da Vitória”.
A titular da pasta dos Transportes adiantou ainda que o Porto da Praia da Vitória “tem uma capacidade que nos permite pensar mais para a frente, como, por exemplo, no terminal transhipment (transbordo de carga entre navios)”.
Ana Cunha salientou que brevemente será lançado um novo procedimento para investimentos no valor de 1,8 milhões de euros, na requalificação das oficinas, do armazém e do edifício das operações portuárias, que “não só alterará o edifício das operações portuárias, mas também irá intervir nas oficinas e duplicar a capacidade de receção e armazenamento de frio”.
A Secretária Regional frisou estes “diversos investimentos em equipamentos, não só nesta grua, mas também em ‘reach stackers’ (empilhador de contentores)”, permitem “aumentar não só a competitividade do porto, mas, sobretudo, a segurança da operação, a rapidez da operação e criar condições para os agentes económicos desta ilha e dos Açores”.
A Secretária Regional lembrou que “esta infraestrutura não serve só a ilha Terceira”, frisando que “serve o nosso arquipélago, para torná-lo o mais atrativo possível e, sobretudo, o mais fiável”.
GaCS/HB

“Este é um investimento que concretiza um dos vetores essenciais de reforço da ligação entre a cidade e o concelho de Angra do Heroísmo com o mar. A sua importância acaba por se alicerçar na significativa melhoria de condições de operacionalidade que vai ter em relação à situação presente”, afirmou Vasco Cordeiro, no primeiro dia da visita do Governo dos Açores à ilha Terceira.
Segundo disse, o aumento do cais principal deste porto para um total de 180 metros reforçará a sua capacidade para receber escalas de navios de cruzeiros temáticos, enquanto a construção da rampa roll-on/roll-off potenciará as ligações marítimas com as ilhas do Grupo Central, através dos navios ferry da Atlânticoline, passando a ter condições para o transporte de passageiros e viaturas em toda a sua plenitude.
“Este investimento é, pois, um sinal claro de melhoria da funcionalidade deste porto, de criação de novas áreas de afirmação. Além disso, se a estes 14 milhões de euros, somarmos outros cerca de quatro milhões de recuperação dos estragos do furacão Lorenzo, garantiremos as condições para termos uma infraestrutura com todas as condições acrescidas de segurança e de operacionalidade”, salientou.
Esta empreitada no Porto das Pipas insere-se num conjunto de investimentos que tem sido concretizado em infraestruturas portuárias e respetivos equipamentos na Terceira, assegurou Vasco Cordeiro, salientando que, apenas neste mandato, entre obras concluídas, obras que estão a decorrer e obras já lançadas, ascende a cerca de 28 milhões de euros.
Numa leitura de âmbito regional, o Presidente do Governo adiantou que, no período de 2016-2023, está previsto um investimento nesta área superior a 400 milhões de euros, incluindo a recuperação das infraestruturas portuárias danificadas pelo furacão Lorenzo no final de 2019.
Na sua intervenção, Vasco Cordeiro salientou, por outro lado, que tem sido desenvolvido, desde logo pela empresa Portos dos Açores, um “trabalho aturado” noutro investimento estruturante para a ilha Terceira, o Terminal de Cruzeiros da Praia da Vitória.
Esse trabalho permite que, encontrada uma solução que, do ponto de vista técnico, se afigura como a mais correta, se possa dar o passo de avançar num trabalho de concertação com diversas entidades para, o mais rapidamente possível, concretizar este investimento, que, com outra funcionalidade, poderá fortalecer o papel que esta ilha desempenha no transporte marítimo de lazer, afirmou o Presidente do Governo.
GACS/PC
Prosseguem a bom ritmo as obras no Porto de Ponta Delgada, em segurança e sem grandes constrangimentos à operação portuária regular. Estão já em porto os batelões sem propulsão da empresa ETERMAR para darem início às operações de dragagem da baía na área de intervenção prevista em projecto apresentado recentemente. O batelão PHILAE e a Plataforma de dragagens NOVADRAGAMAR, cujas dimensões são de salientar, chegaram acompanhadas do rebocador MONTE DA LUZ.