A Portos dos Açores, S.A., empresa gestora do Porto da Casa, na ilha do Corvo, passou a dispor este mês de um camião com equipamento ‘sideloader’/’sidelifter’ incorporado, que lhe permite fazer a carga, transporte e descarga de contentores a partir daquela infraestrutura portuária, o que potencia a sua capacidade operacional e de segurança.
Este veículo pesado, após chegada à ilha, no início de maio, e na sequência de um breve período de formação dos respetivos operadores, encontra-se agora totalmente disponível, para servir a comunidade local, facilitando, com relativa rapidez, os movimentos necessários de contentores, a partir do terrapleno portuário, em serviço normal ou em situações de emergência (mau tempo), quando se verifique ali a possibilidade de galgamentos pelo mar.
Este equipamento permite o carregamento e transporte de contentores de 20 pés (6 metros), um de cada vez, ou dois contentores de 10 pés, em simultâneo, bem como de ‘flats’ e respetiva carga, apresentando uma capacidade de elevação dos contentores maiores, de 20 pés, até 30 toneladas de peso bruto.
O ‘sideloader’ irá, ainda, assegurar o devido encaminhamento, processamento, reciclagem e valorização de resíduos, acumulados no Centro de Processamento de Resíduos da ilha, garantindo deste modo, uma real e melhorada resposta ambiental, através da remoção e separação definitiva destes resíduos, permitindo à ilha do Corvo “respirar de alívio ambiental”, pela primeira vez, em muitos anos.
Este camião importou num investimento de € 189.750,00 euros, promovido pelo Governo Regional dos Açores, sendo agora utilizado pela Portos dos Açores, S.A. e passando a estar integrado no património desta administração portuária, com o que se garantem mais-valias evidentes no funcionamento do porto da mais pequena ilha do arquipélago e com franca melhoria dos serviços disponíveis para toda a comunidade local.
O ‘sideloader’ – também conhecido como ‘sidelifter’, reboque de carga/descarga automatizada ou ‘swinglift’ – oferece uma maneira versátil de manusear, com segurança, contentores de mercadoria e outras cargas desde/para outros reboques, camiões ou diretamente no nível do solo, com eficiência e brevidade, para posterior consolidação ou desconsolidação. Este tipo de equipamento pode operar com mão de obra mínima e sem nenhum equipamento adicional, minimizando o tempo de espera.
A Portos dos Açores, S.A. (PA) tem desde o mês passado um novo membro no seu Conselho de Administração para o mandato em curso (triénio 2021-2023), a Engenheira Filipa Vasconcelos da Ponte Valadão Garrett, que iniciou funções a 21 de abril de 2022, de acordo com a deliberação tomada em Assembleia Geral da empresa.
A eleição teve lugar no decorrer de uma reunião mantida na Horta com a presença, na altura, do Presidente do Governo dos Açores, dos Secretários Regionais das Finanças, Planeamento e Administração Pública, do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas e do Mar e das Pescas, além do Diretor Regional dos Transportes Aéreos e Marítimos, representante da Região Autónoma dos Açores na Assembleia Geral da PA, e do Diretor Regional do Orçamento e Tesouro.
Recorde-se que a empresa mantém como Presidente do Conselho de Administração o Capitão-tenente Rui Filipe da Silva Pereira da Terra e como Vogal a Doutora Maria de Mesquita Sousa Lima, desde 16 de junho de 2021, sendo a Engenheira Filipa Vasconcelos da Ponte Valadão Garrett o novo elemento na gestão desta sociedade comercial de capitais públicos, ao longo do triénio de funções que se acha a desenvolver.
A Engenheira Filipa Garrett possui Mestrado Integrado em Engenharia Civil – Ramo de Construções, pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, tendo sido Diretora de Obra Adjunta e Diretora de Obra no âmbito da SOMAGUE EDIÇOR – ENGENHARIA, S.A. (entre 2014 e 2017), Diretora de Fiscalização Adjunta e Diretora de Fiscalização ao serviço da CONSULMAR AÇORES – PROJECTISTAS E CONSULTORES, LDA., (nos anos 2017 e 2018), Diretora de Obra por conta da MARQUES, S.A. (de 2018 a 2021) e Adjunta do Conselho de Administração da PORTOS DOS AÇORES S.A. (entre junho de 2021 e abril de 2022).
A Portos dos Açores, S.A. (PA), entidade responsável pela gestão de 14 portos e sete marinas na Região Autónoma dos Açores, registou no ano de 2021 uma evolução francamente positiva na generalidade das áreas nas quais exerce atividade, apresentando o melhor resultado líquido dos últimos 11 anos.
No último exercício assumiu especial destaque a produção e apresentação do ‘Plano Estratégico 2022-2024’, o primeiro do género alguma vez delineado na empresa, bem como o aumento do volume de negócios/venda de serviços, uma elevada execução de investimentos em infraestruturas e a realização de auditoria externa, pela consultora Ernest & Young, com identificação de segmentos de atividade deficitários, num ano em que a administração portuária viu ser eleito, no mês de junho, um novo Conselho de Administração e, em novembro, aprovou a sua nova estrutura organizativa interna.
Ao nível do volume de negócios, a PA atingiu em 2021 um valor superior ao registado em 2020, ascendendo aos 20,8 milhões de euros, tendo no mesmo período a empresa encerrado o ano com resultados operacionais acima de um milhão de euros, o que lhe permitiu apresentar o melhor resultado líquido do exercício desde o processo de fusão das três antigas administrações portuárias, ocorrido em 2011, situando-se tal resultado na ordem dos, apenas, -302 mil euros.


Em matéria de investimento em infraestruturas portuárias, no último ano, destacaram-se as obras em curso quanto ao reperfilamento do cais -10 metros do Porto de Ponta Delgada, a construção da rampa ro-ro e trabalhos complementares no Porto das Pipas (Angra do Heroísmo), a construção de ponte-cais no Porto das Lajes das Flores [incluída na recuperação dos estragos provocados pelo furacão ‘Lorenzo’, em 2019], a intervenção de emergência para a operacionalização do Porto das Lajes das Flores [também relacionada com o furacão ‘Lorenzo’] e a construção do novo terminal de passageiros do Porto de São Roque do Pico.

Relativamente às operações portuárias (serviços a navios e serviços à descarga/carga) – o cerne da atividade da empresa –, a Portos dos Açores, S.A. registou, nas diferentes infraestruturas sob sua jurisdição, taxas de crescimento positivas relativamente ao ano anterior, quer quanto ao número de escalas e estadias de navios, quer quanto ao total de mercadorias movimentadas, aferidas por tonelagem, pelo número de contentores cheios ou quanto aos contentores cheios em unidades TEU (Twenty-foot Equivalent Unit, isto é, unidades equivalentes a contentores de vinte pés). Neste contexto, importa salientar que as operações portuárias a cargo da PA registaram uma variação de proveitos na ordem de 7,52% em 2021, comparativamente com o ano anterior, variação que é também positiva, em 2,93%, se se comparar 2021 com 2019, o último ano pré-pandemia.

Neste quadro deve igualmente referir-se que o trânsito de navios de cruzeiro nos portos do arquipélago – que em anos normais, anteriores à COVID-19, representava já um pouco mais de 4% das receitas da empresa, quase 900.000,00 euros –, em 2021, voltou a registar um número de escalas muito interessante, 97, que marcaram a retoma na atividade ao nível de reposicionamento dos navios, embora com ausência de um efetivo de passageiros em trânsito assinalável, longe do tradicional (21.296 em 2021, contra 164.074 passageiros em 2018, a melhor cifra de sempre, neste particular).

De grande destaque, em 2021, foi, por outro lado, o crescimento no volume de negócios na atividade náutica de recreio, o maior aumento verificado relativamente às restantes atividades de negócio da Portos dos Açores, S.A., na ordem dos 23,06%, comparado com 2020, entre serviços a embarcações em água e serviços a embarcações a seco.

Para o futuro a PA aponta para uma política de contenção de gastos, a criação de novas áreas de negócio, a revisão de tarifários, o financiamento de atividades deficitárias, o saneamento da dívida bancária e a procura de crescente financiamento para investimentos em infraestruturas e equipamentos diversos, essenciais para os serviços que esta empresa pública presta.
Estes resultados e restantes indicadores, incluídos no “Relatório e Contas 2021” da Portos dos Açores, S.A., foram apresentados ao acionista Região Autónoma dos Açores e aprovados em Assembleia Geral da sociedade, que decorreu na última semana.
Tendo em conta a ocorrência, desde o passado dia 19 de março, de uma crise sismo-vulcânica centrada no concelho de Velas, ilha de São Jorge;
Considerando que o abastecimento da ilha de São Jorge de bens de primeira necessidade e de mercadorias em geral se faz, em primeira linha, através das infraestruturas portuárias sob jurisdição da empresa pública Portos dos Açores, S.A.;
Considerando, também, que o escoamento de produtos produzidos localmente para o exterior da ilha, da Região Autónoma dos Açores e do país se faz, esmagadoramente, com recurso aos Portos de Velas e da Calheta;
Tendo em consideração que os fluxos de passageiros para e com as ilhas mais próximas se produz, desde logo, por via marítima e com recurso àqueles mesmos dois portos (especialmente através do de Velas, com ligações regulares ao longo de todo o ano);
Considerando que, em caso de calamidade, serão as infraestruturas portuárias fundamentais para garantirem a deslocação das populações para outras ilhas, se for o caso, e para fazer chegar a São Jorge meios, equipamentos e recursos humanos especializados para acorrer às necessidades de intervenção de emergência;
Considerando a imperiosa relevância de garantir e manter a permanente operacionalidade e segurança dos Portos de Velas e Calheta e assegurar a sua centralidade no dispositivo geral de proteção civil e salvaguarda de quem parta dali e, igualmente, daqueles que irão permanecer na ilha de São Jorge;
Importa dar a conhecer às nossas comunidades que a Portos dos Açores, S.A. tem vindo, ao longo da última semana, a promover uma série de iniciativas que, neste contexto, se impunham e no âmbito das quais avultam as ações tomadas a título preventivo, consideradas adequadas, no atual cenário. Assim:
A Portos dos Açores, S.A. reforça, entretanto, a sua total disponibilidade para desenvolver qualquer ação que possa estar ao seu alcance e que deva ser desenvolvida pelos recursos humanos ao seu serviço na ilha de São Jorge (Velas e Calheta), e afirma o seu esforço e trabalho permanente com vista a minimizar riscos, ao nível das operações dos diferentes equipamentos na zona portuária de Velas, que passa a ser ZONA RESERVADA, para efeitos de apoio à emergência, no caso de tal ser necessário. Em articulação próxima com as restantes entidades envolvidas no dispositivo de Proteção Civil, a Portos dos Açores, S.A. garante, no entanto, acessos e Porto disponíveis, para o que for imprescindível, em qualquer altura e com empenho de todos os meios disponíveis.
Horta, 25 de março de 2022
O Conselho de Administração da Portos dos Açores, S.A