A Portos dos Açores, S.A. (PA) recebeu na tarde de segunda-feira, 3 de abril, a bordo do rebocador ‘Ilha de São Luís’, estacionado no Porto da Horta, uma visita de estudo da turma da primeira edição do curso de marinheiro-maquinista da Escola do Mar dos Açores (EMA).
Os formandos da EMA, que foram acompanhados pelos respetivos formadores daquela instituição, tiveram oportunidade de receber todas as informações pertinentes relativas aos equipamentos e ao funcionamento da referida embarcação portuária, transmitidas, concretamente, pelos Mestres Pedro Guedes da Rosa e Saúl Vieira e pelos Maquinistas Marítimos de 1.ª Classe Daniel Reis e Ludgero Fortuna, da PA.
De acordo com Escola do Mar dos Açores, a visita de estudo ao rebocador ‘Ilha de São Luís’ foi “profícua e didática”, sendo salientada por aquela instituição, em mensagem feita chegar à PA “a forma simpática, cordial e profissional com que nos receberam a bordo”, ao mesmo tempo que era enfatizado o “excelente exemplo de manutenção de um navio (e respetivos sistemas)” e a “partilha de conhecimento que em muito enriqueceu a experiência dos formandos”.
A Portos dos Açores, S.A., em suporte das suas Comunidades Portuárias, mantém uma permanente colaboração com a formação e dignificação das profissões marítimas, como são bom exemplo o que aqui se partilha, onde o profissionalismo técnico dos formadores e o entusiasmo dos formandos da Escola do Mar nos transmitem uma nota de esperança no futuro marítimo ao qual estamos todos vinculados, por sermos “das Ilhas”.
O primeiro de um lote de cinco veleiros clássicos a atracar nos últimos dias na ilha do Faial, a 16 de março, arvorando bandeira alemã, foi a embarcação atualmente conhecida como “Thor Heyerdalh”, em homenagem ao explorador, zoólogo e geógrafo norueguês, que foi construído como um navio a motor, para transporte de carga com velas auxiliares, no estaleiro Smit & Zoon em Westerbroek, Holanda, em 1930. Esta embarcação funcionou para este fim durante, pelo menos, 50 anos. Neste momento opera como navio-escola para jovens adolescentes, caracterizado por ser uma escuna de três mastros, que conta com 49,48 metros de comprimento total, 42,50 m de casco e 29 m de altura de mastros.
Dia 22 de março acostou na Marina da Horta o “Pelican of London”, de bandeira inglesa, único entre os “Square Riggers”. Construído em 1948 como “Pelican”, serviu de traineira do Ártico e depois como navio comercial costeiro chamado “Kadett”, até 1995. Apenas em 2007 foi promovida a sua conversão para navio exclusivo de treino de velas. Nesta reconstrução total apenas o soberbo casco do original “Pelican” dos anos 40 do século XX permanece. As novas anteparas, convés, tanques inoxidáveis e tubulações foram já construídas de acordo com os padrões mais exigentes do mais recente “Código de Prática para a Segurança de Grandes Veleiros Comerciais”. Este é um navio projetado nomeadamente como embarcação de treino à vela, mas que, ainda, é capaz de desempenhar múltiplas funções diferentes, por todo o mundo.
No dia 23 de março chegou o bergantim “Tres Hombres”, apelidado por três amigos que, em 2007, iniciaram um novo movimento de transporte marítimo de mercadorias sustentável. Este movimento conecta as Américas do Sul, Central e do Norte e a Europa, ao transportar produtos sustentáveis, orgânicos e artesanais como o rum, o cacau, o café e o azeite. Hoje, este navio é um embaixador global do transporte limpo e alternativo de carga à vela, conseguindo transportar até 40 toneladas de produtos produzidos e comercializados de forma justa. Construído em 1943, pode possuir até 19 velas e conta com 32 metros de comprimento total, 28 m de comprimento do convés e 3 m de calado.
Também no dia 23 de março chegou ao Faial o bergantim “Eye of the Wind”, construído em 1911 no estaleiro C. H. Lühring, em Brake, Alemanha, originalmente como uma escuna para o comércio de couro sul-americano, chamada “Friedrich”. Enquanto esteve sob os cuidados de Tiger Timbs, o navio foi contratado para vários papéis no cinema sendo que o equipamento permaneceu o mesmo desde as filmagens de Tai Pan. Já em 2009 encontra um novo proprietário com o Forum Media Group, da Alemanha.
E por fim, no dia 25 de março aportou à Horta o navio “Thalassa”, é uma escuna de três mastros com 50 metros de comprimento, que passou por uma grande reforma em 1995, após ser reflutuada, para se tornar um veleiro de cruzeiro. Em 1984 a embarcação sofreu um naufrágio como consequência da Segunda Guerra Mundial, sendo reflutuado e rebocado para a costa, onde passou por vários ideais e transformações, acabando por ser restaurado por Arnold Hylkema e Henk Stallinga como o navio como o conhecemos nos dias de hoje. Possui 18 cabines e, para além da sua tripulação, costuma acomodar 34 passageiros, podendo, no entanto, transportar até 120 passageiros por dia.
A Portos dos Açores, S.A. (PA) esteve presente no último sábado, dia 11 de março, na Assembleia Participativa dedicada à ‘Agenda 2030 para a Sustentabilidade’ das Nações Unidas, uma iniciativa da Secretaria de Estado da Presidência do Conselho de Ministros que decorreu na Escola do Mar dos Açores, na cidade da Horta.
Neste evento, acompanhado pelo Presidente do Conselho de Administração da PA, Comandante Rui Terra, foi dada especial atenção aos objetivos de defesa e prevenção da vida marinha, propósitos com particular relevância numas ilhas que se constituíram no primeiro arquipélago do mundo a ser classificado e certificado como «destino sustentável».
Esta foi a terceira sessão do género levada a efeito no nosso país, depois de passagens por Algarve e Madeira, tendo sido identificada, aqui, a relevância da colaboração em rede entre os vários atores do ‘palco marítimo’, com vista à desejada sustentabilidade da economia azul, mas sempre com especial ligação à ciência e à tecnologia.
A Assembleia Participativa dedicada à Agenda 2030 para a Sustentabilidade das Nações Unidas, que leve lugar este fim-de-semana nos Açores, serviu, ao mesmo tempo, para se dar a conhecer aos responsáveis do Governo da República presentes na iniciativa a “Cartilha da Sustentabilidade dos Açores”, na qual as diferentes entidades subscritoras são agregadas por ‘clusters temáticos’, e o Projeto “Blue Azores”, que visa o uso sustentável dos oceanos – de forma saudável -, conjugando ciência, educação (literacia) e economia, projeto que numa primeira fase aponta para o alargamento das zonas marinhas protegidas nos mares do arquipélago.
Nesta Assembleia Participativa foram recolhidos contributos para o ‘Relatório Nacional Voluntário 2023’, que Portugal irá apresentar nas Nações Unidas, já em julho próximo, nela tomando parte, além de diferentes entidades e organismos regionais, os Secretários de Estado da Presidência do Conselho de Ministros e do Mar, do Governo da República, bem como os Secretários Regionais do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas e do Mar e Pescas, do Governo dos Açores.
O Porto de Ponta Delgada recebeu no último sábado, 11 de fevereiro, o navio de cruzeiros “Ambience”, paquete que se encontra ao serviço da recém-criada Ambassador Cruise Line. A estreia do operador e navio em mares açorianos aconteceu no final de uma viagem transatlântica entre St. John’s, na ilha de Antígua, e o porto de Tilbury, em Londres.
Este novo operador emerge por vontade de alguns antigos responsáveis da, entretanto desaparecida, Cruise & Maritime Voyages, em recuperar um segmento de mercado claramente vocacionado para um público que privilegia o conceito de cruzeiro tradicional. Destacamos, ainda, o facto da nova companhia ter nos Açores um destino de referência nas suas viagens transatlânticas programadas para os próximos dois anos.
Na escala inaugural, o “Ambience” visitou-nos praticamente na lotação máxima – 1368 passageiros a bordo, muito próximo da sua capacidade para 1400 passageiros e 660 tripulantes. Destacam-se, ainda, os 245 metros de comprimento, 32 metros de boca, 70 mil toneladas de arqueação bruta e as 798 cabines, distribuídas por 11 decks públicos.
Construído pelos estaleiros Fincantieri, em Monfolcone, Veneza, o então “Regal Princess” foi entregue à Princess Cruises, em 1991. Ao serviço daquele armador, navegou essencialmente por destinos na América do Norte, Austrália, Mediterrâneo e Báltico. Em 2007 foi transferido para a P&O Cruises Australia, assumindo a designação “Pacific Dawn”, tendo efetuado cruzeiros nos mares do Pacífico Sul. Mais recentemente, foi adquirido pela Ocean Builders Central e batizado “Satoshi”, com o propósito de ser adaptado a residência flutuante para operar no Golfo do Panamá. Tal situação acabou por não se concretizar e a Ambassador Cruise Line adquiriu o navio, em 2021.
Para assinalar a dupla estreia na cidade micaelense, a Administração Portuária presenteou o Comandante do navio com a habitual placa comemorativa da ocasião, em cerimónia protocolar que contou também com a presença de representantes da Transinsular Açores, S.A. e da NAVEX – Empresa Portuguesa de Navegação, S.A., ambas pertencentes ao Grupo ETE.